ENGIE NEWS Fevereiro

#22 ENGIE NEWS: MLE recebe 3.171 novos consumidores em 2019

Segundo levantamento da Câmara de Comercialização de Energia (CCEE), somente no ano passado, 3.171 unidades consumidoras passaram a consumir energia no Mercado Livre de Energia. Um aumento de 24%, totalizando 16.104 unidades consumidoras.

Acompanhe o ENGIE NEWS completo abaixo:

SUMÁRIO

Destaques do Mês

PLD (Preço no Mercado de Curto Prazo)

Energia Natural Afluente (ENA)

Energia Armazenada

Geração Mensal de Energia

Indicadores Econômicos

Destaques do Mês

  • Reservatórios do SE/CO terminam semana abaixo de 35% de capacidade

Conforme dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), os reservatórios do submercado Sudeste/Centro-Oeste fecharam a penúltima semana de fevereiro com aumento de 0,3% no volume útil na comparação ao dia anterior, atingindo 34,9% da capacidade. A energia contida indica 70.738 MW mês e a Energia Natural Afluente (ENA) aparece com 96% da Média de Longo Termo (MLT). Furnas registra 36,28% e a hidrelétrica de Serra da Mesa opera a 15,94%.

No submercado Norte, a vazão aumentou 0,9%, chegando a 36,6%. A energia contida afere 5.550 MW e a armazenável admite 71% da MLT. A usina de Tucuruí opera com 50,30% de sua capacidade. O submercado Nordeste registrou incremento de 0,4% nos níveis, que subiram para 55,4%. A energia da MLT aparece com 75% e a armazenada aponta 28.602 MW mês. A UHE Sobradinho funciona a 42,24%.

Já no Sul do país, a capacidade de armazenamento caiu 0,4%, ficando em 19,5%. A energia afluente admite 28% da MLT, enquanto a armazenada indica 3.886 MW. As UHEs G.B Munhoz e Passo Fundo funcionam respectivamente com 12,16% e 26,52%.

  • CCEE lança Mapa da Migração

Câmara de Comercialização de Energia (CCEE) lançou mapa indicando estados que mais movimentaram ativos de consumo em 2019. Levantamento mostra que no ano passado 3.171 unidades consumidoras deixaram o Ambiente de Contratação Regulada (ACR) e passaram a consumir energia no Ambiente de Contratação Livre (ACL), representando um crescimento de 24% ao alcançar a marca de 16.104 unidades consumidoras.

Pela apuração, o estado de São Paulo lidera o ranking com 956 novas unidades, seguido do Rio Grande do Sul com 351 ativos, Minas Gerais com 347, Rio de Janeiro com 309 e Paraná com 291.

  • Aneel publica resultados da pesquisa que afere a satisfação do consumidor   de energia

Estão disponíveis os resultados da pesquisa com consumidores de energia elétrica da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que serviu de base para o Prêmio Aneel de Qualidade 2019, cuja cerimônia foi realizada no dia 12 de fevereiro. A pesquisa também aferiu o Índice Aneel de Satisfação do Consumidor (IASC), utilizado para subsidiar o aprimoramento das normas, a revisão das tarifas e a priorização das ações de fiscalização da Agência.

As avaliações das distribuidoras foram obtidas a partir de pesquisa de opinião realizada em todo o Brasil, no período de 22/07 a 13/11/2019, que entrevistou 27.308 consumidores, de 596 municípios atendidos pelas 91 empresas. Essa foi a maior edição da pesquisa, realizada anualmente desde o ano 2000. Em 2019, o índice Brasil Concessionárias ficou em 67,38 – variação de 1,93% em relação a 2018. Já o índice Brasil Permissionárias ficou em 78,19 – 6,57% maior que 2018.

PLD (Preço no Mercado de Curto Prazo)

Da terceira para a quarta semana de fevereiro observou-se uma pequena redução no PLD para todos os subsistemas do SIN.

 Fonte: CCEE

O PLD valora a energia comercializada no mercado de curto prazo, sendo determinado semanalmente para cada patamar de carga e submercado, baseado no Custo Marginal da Operação (CMO), limitado aos valores máximos e mínimos definidos pela Aneel.

No gráfico abaixo são apresentadas as séries históricas do PLD e do CMO nos últimos 18 meses. De forma geral, observa-se que as duas séries históricas apresentam o mesmo perfil, exceto para os meses em que o CMO é mais elevado do que o PLD máximo, sendo a diferença convertida em encargos, como o ocorrido nos meses de julho a setembro de 2018.

Em fevereiro deste ano ocorreu descolamento do CMO e PLD no Norte em relação aos demais submercados, com valores de R$ 16,63/MWh e R$ 39,68/MWh respectivamente. Para o submercado Sudeste o CMO e PLD fecharam a última semana do mês em R$ 140,51/MWh e R$ 143,85/MWh.

Fonte: CCEE e ONS

Energia Natural Afluente (ENA)

O custo da operação do sistema brasileiro leva em conta as previsões de vazão mensal ou Energia Natural Afluente (ENA), revisada semanalmente pelo ONS.

A previsão de ENA realizada no mês de fevereiro se mantém com comportamento similar a previsão realizada no mês anterior, porém a expectativa mostra-se um pouco reduzida.

Fonte: CCEE

Energia Armazenada

Em relação à energia armazenada do SIN, no gráfico abaixo são apresentados os níveis de armazenamento dos anos de 2019 e 2020 e a previsão de armazenamento da CCEE. Além disso, são apresentados níveis mínimos e máximos de armazenamento e a média histórica do período de 2000 a 2019.

A previsão da CCEE para a energia armazenada no ano de 2020, representada pela linha vermelha, mostra-se levemente abaixo dos valores concretizados no ano anterior (linha azul) para o primeiro trimestre, tornando-se mais otimista ao decorrer do ano, chegando a superar a média histórica nos meses de junho a outubro. Atualmente, os níveis de armazenamento estão em 28,5% de acordo com os dados disponibilizados pelo ONS.

Fonte: InfoPLD da CCEE

Geração Mensal de Energia

As principais fontes de energia no Brasil são hidrelétricas, seguida pelas termelétricas e eólicas. No gráfico abaixo estão apresentados os volumes de energia gerados em janeiro de 2020 em comparação com o mesmo período do ano passado.

Observa-se que a geração hidráulica apresentou queda de 10,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, já a geração térmica teve um crescimento de 71,1%. A fonte Eólica apresentou redução de 35,1% e a Fotovoltaica um aumento de 7,1%.

Fonte: Infomercado CCEE

Indicadores Econômicos

Nos gráficos abaixo observam-se as expectativas dos indicadores econômicos IPCA, IGP-M, Crescimento do PIB e Produção Industrial para 2020 e 2021, de acordo com os dados divulgados pelo Banco Central.

Para 2020, a expectativa da mediana do IPCA passou de 3,47% para 3,20% entre a última semana de janeiro de 2020 e a última semana de fevereiro de 2020. Para o ano de 2021, a expectativa é de 3,75%.

Para o ano de 2020 a expectativa da mediana do IGP-M se mantém em queda, saindo de 4,12% em janeiro para 3,98% em fevereiro.

Em janeiro, a expectativa de crescimento do PIB dpara 2020 passou de 2,31% para 2,20%.

A expectativa de Produção Industrial para o ano vigente apresentou elevação, fechando em 2,33% em fevereiro, já para 2021 a expectativa é de 2,5%.

 Fonte: Boletim Focus do Banco Central do Brasil

As análises aqui apresentadas têm a finalidade única de informação e não devem ser tomadas como uma recomendação, oferta, aconselhamento ou solicitação de compra, ou venda de energia. A ENGIE não se responsabiliza pela utilização destas informações, nem tampouco pela sua exatidão, precisão ou completude. A decisão de compra ou venda de energia é de sua exclusiva responsabilidade e não deverá se basear no conteúdo deste Boletim InfoEnergia.

Gostou? Compartilhe!
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on LinkedIn

Be the first to write a comment.

Escreva um comentário