#007 InfoEnergia: informações que movimentaram o mercado

Acompanhe a sétima edição do Boletim InfoEnergia e fique por dentro das informações que movimentaram o Mercado Livre de Energia.

SUMÁRIO

Destaques do Mês

PLD (Preço no Mercado de Curto Prazo)

Geração Mensal de Energia

Indicadores Econômicos

Energia Armazenada

Energia Natural Afluente (ENA)

Destaques do Mês

Cresce capacidade instalada da geração eólica em 2018 

De acordo com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), nos primeiros nove meses de 2018, a geração de energia proveniente de fonte eólica chegou a 17,5% acima do volume gerado no mesmo período do ano passado. Neste mesmo período, representou 8,1% da energia gerada em todo o Sistema Interligado Nacional (SIN).

Em relação aos estados que mais geram energia de fonte eólica, destaca-se o estado do Rio Grande do Norte, sendo o maior produtor, com 3.745,6 MW instalados, seguido por Bahia (3.242,4 MW), Ceará (2.162,1 MW) e Rio Grande do Sul (1.777,9 MW). A capacidade instalada no país chega a 13,67 GW, valor próximo da capacidade instalada da usina hidrelétrica Itaipu Binacional (14 GW), e 12,7% acima quando comparado com o mesmo período do ano passado.

A potência instalada, que em 2011 era de apenas 1 GW, já é capaz de suprir um consumo residencial médio de 80 milhões de pessoas. De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), no dia 19 de novembro de 2018, a geração de energia eólica forneceu 13,98% da demanda do SIN. Apenas para o submercado Nordeste, o suprimento chegou a 82,34% da demanda instantânea às 8 horas do dia 13 de setembro, dia em que houve exportação de energia elétrica para os demais submercados.

A previsão é que a potência instalada chegue a 18,80 GW até 2024, apenas levando em consideração os leilões já realizados e contratos no mercado livre.

Aneel lança aplicativo para consumidores

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) lançou, no dia 13 de novembro, o aplicativo ANEEL Consumidor, visando maior transparência e simplificação de informações sobre a composição tarifária da conta de energia elétrica.

Na plataforma é possível acompanhar solicitações de ouvidoria, orientações para procedimentos de fornecimento e interrupções de energia elétrica, vigência das bandeiras tarifárias, bem como informações gerais do setor elétrico. Além de trazer singularidades de cada distribuidora, é possível verificar a influência de cada componente da tarifa na conta final do consumidor de classe residencial, histórico de demandas registradas junto à Agência, direitos e deveres do consumidor.

Audiência pública para orçamento da CDE para 2019 é aberta

De acordo com a área de gestão tarifária da Aneel, a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) deve ter a maior despesa do orçamento, enquanto os custos com carvão mineral têm redução de 22%, em relação a 2018. A previsão de aumento do orçamento como um todo é de 1,1% em relação ao ano passado, sendo estimado em R$ 20,2 bilhões para 2019.

Composto por despesas intrassetoriais, como a universalização do acesso à energia elétrica do programa Luz para Todos; subsídios para produção de energia termelétrica em sistemas isolados, pela Conta de Consumo de Combustíveis (CCC); indenizações de concessões; subsídios ao carvão mineral nacional, e demais itens, a CDE é custeada por quotas anuais pagas por todos os agentes que comercializam energia elétrica com o consumidor final, sendo essas receitas compostas pelas concessões, multas da Aneel, recursos da União, pagamento de bonificação, recursos da Reserva Global de Reversão (RGR), entre outros.

ENGIE Brasil adquire empresa especializada em sistemas de iluminação

A ENGIE Brasil concluiu no dia 25 de outubro a aquisição da Sadenco, empresa especializada na operação de redes de iluminação e uma das líderes desse mercado no país. Além de representar mais um passo para a consolidação da ENGIE Brasil no setor, a nova empresa será base para alavancar negócios por meio de Parcerias Público-Privadas (PPPs) de iluminação pública.

Alinhada aos pilares estratégicos do Grupo, a aquisição representa mais um movimento da ENGIE na transição energética em curso em todo o mundo. “No caso da descarbonização, a iluminação pública inteligente gera redução do consumo de energia. Já em digitalização, prevemos a possibilidade de criar uma plataforma para outras soluções inteligentes para cidades. A oferta de soluções da ENGIE diretamente para prefeituras está em linha, por sua vez, com a descentralização, apoiando os poderes locais no processo de transição energética”, afirma Maurício Bähr, CEO da ENGIE Brasil.

A Sadenco possui presença marcante em Santa Catarina, atuando em Florianópolis, Blumenau, Joinville, além de Porto Alegre (RS) e Santos (SP), com um total de 140 colaboradores. A incorporação da Sadenco possibilita à ENGIE Brasil ampliar seu portfólio agregando uma expertise de mais de 20 anos de experiência na gestão integral de sistemas de iluminação pública e na prestação de diferentes serviços especializados de engenharia.

PLD (Preço no Mercado de Curto Prazo)

Da primeira à segunda semana de novembro de 2018, o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) apresentou elevação em todos os patamares de carga e submercados do SIN, influenciado pelas baixas expectativas de afluência. No entanto, nas semanas seguintes, os valores de PLD caíram aproximadamente 20% em comparação com a segunda semana de novembro, chegando em R$ 120,74/MWh no submercado SE/CO.

Em uma visão de longo prazo, apesar da redução de consumo observada em 2016 e o baixo crescimento em 2017, as condições hidrológicas adversas do segundo semestre de 2016 até o primeiro semestre de 2018 mantiveram os reservatórios em níveis baixos.

Fonte: CCEE

O PLD valora a energia comercializada no mercado de curto prazo, sendo determinado semanalmente para cada patamar de carga e submercado, baseado no Custo Marginal da Operação (CMO), limitado aos valores máximos e mínimos definidos pela Aneel.

No gráfico abaixo são apresentadas as séries históricas do PLD e do CMO nos últimos 12 meses. De forma geral, observa-se que as duas séries históricas apresentam o mesmo perfil, exceto para os meses em que o CMO é mais elevado do que o PLD máximo, sendo a diferença convertida em encargos, como o ocorrido nos meses de julho a setembro de 2018. A partir da última semana de setembro verifica-se a queda do CMO paralelamente ao PLD, isso se deve a previsões mais otimistas de afluências em todo o SIN.

Fonte: CCEE e ONS

Geração Mensal de Energia

A principal fonte de energia no Brasil são as hidrelétricas, seguidas pelas termelétricas e eólicas. No gráfico abaixo estão apresentados os volumes de energia gerados em outubro de 2018 em comparação com o mesmo período do ano passado.

Observa-se que a geração hidráulica apresentou crescimento de 15,1%, enquanto que a geração a partir de termelétricas e eólicas apresentaram redução de 27,5% e 4,0%, respectivamente.

Fonte: Infomercado CCEE

Indicadores Econômicos

Nos gráficos abaixo observam-se as expectativas dos indicadores econômicos IPCA, IGP-M, Crescimento do PIB e Produção Industrial para o final de 2018 e 2019, de acordo com os dados divulgados pelo Banco Central.

A expectativa do IPCA para 2018 apresentou retração nas duas primeiras semanas de novembro, chegando a 4,23%. Enquanto que a expectativa para o final de 2019 permanece em 4,21%.

A mediana das projeções do IGP-M para 2018 recuou entre a primeira e a segunda semana de novembro, variando de 10,03% para 9,44%. Para 2019, a expectativa continuou em 4,50%.

Já a expectativa de crescimento do PIB passou de 1,34% para 1,36% entre a segunda semana de outubro e início de novembro. Para 2019, a mediana da expectativa permaneceu em 2,50%.

Em comparação com a última semana de outubro, a expectativa de Produção Industrial para final de 2018 teve uma retração, passando de 2,71% para 2,22%. Para o ano seguinte, a expectativa apresentou elevação na primeira semana de novembro, chegando em 3,24%, enquanto que na segunda semana apresentou retração de 0,20 pp.

Fonte: Boletim Focus do Banco Central do Brasil

Energia Natural Afluente (ENA)

O custo da operação do sistema brasileiro é resultado de previsões de vazão mensal, ou Energia Natural Afluente (ENA), revisada semanalmente pelo ONS.

De forma geral, observa-se que a média de previsão de novembro de 2018 e dezembro de 2018 para a afluência esperada no SIN aumentou na última semana. Em uma visão de longo prazo, verifica-se que a ENA no SIN tem uma previsão de redução de novembro de 2018 a maio de 2019, mas com níveis superiores à previsão de outubro, enquanto que os meses de junho a agosto de 2019 ficam abaixo da previsão de outubro de 2018.

Fonte: CCEE

Energia Armazenada

Em relação à energia armazenada do sistema, o gráfico mostra que o ano de 2017 (linha azul) apresentou baixa energia armazenada comparada à média histórica (linha preta). Já o ano de 2018 apresentou níveis de energia armazenada semelhantes aos de 2017. Nota-se também que a expectativa para os níveis de armazenamento ao final de 2018 fica bem abaixo da média histórica para o período, no entanto, com níveis superiores aos verificados no final de 2017.

Fonte: InfoPLD da CCEE

As análises aqui apresentadas têm a finalidade única de informação e não devem ser tomadas como uma recomendação, oferta, aconselhamento ou solicitação de compra ou venda de energia. A ENGIE não se responsabiliza pela utilização destas informações, nem tampouco pela sua exatidão, precisão ou completude. A decisão de compra ou venda de energia é de sua exclusiva responsabilidade e não deverá se basear no conteúdo deste Boletim InfoEnergia.

 

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