O que é PLD

O que é o PLD e como ele impacta o Mercado Livre de Energia?

Antes de nos aprofundarmos no conceito de PLD (Preço de Liquidação das Diferenças) é importante relembrarmos, de forma objetiva, que o Mercado Livre de Energia é um ambiente de negócios onde vendedores e compradores podem negociar energia elétrica voluntariamente, permitindo que empresas industriais, comerciais e de serviços contratem o seu fornecimento de energia elétrica diretamente com empresas geradoras e comercializadoras.

>> Sua empresa é elegível para o Mercado Livre de Energia? Baixe o material exclusivo da ENGIE e descubra!

Como é calculado o PLD?

O Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) é apurado com base nos Custos Marginais de Operação (CMO) que, por sua vez, é obtido pelos modelos computacionais utilizados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para realizar o planejamento do sistema.

O PLD, portanto, valora a energia comercializada no mercado de curto prazo, sendo determinado semanalmente para cada patamar de carga e submercado, baseado no CMO e limitado aos valores máximos e mínimos definidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). O valor calculado também pode ser consultado por meio da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

É importante reforçar que o CMO é o principal insumo para determinação do PLD, pois este estabelece quanto custa produzir um Megawatt-hora (MWh) adicional para o sistema elétrico e, conforme previsto na legislação vigente, deve ser a base para o Preço de Liquidação das Diferenças.

PLD é dividido em quatro submercados

Como o sistema elétrico brasileiro é interligado e dividido em quatro submercados: —  Norte, Nordeste, Sul e Sudeste/Centro-Oeste — , o PLD é calculado em cada submercado e valora as operações de compra e venda de energia realizadas no mercado de curto prazo, onde são contabilizadas as diferenças entre a energia contratada e os montantes realmente gerados ou consumidos.

Importante saber que o PLD também é limitado a um preço máximo e mínimo, vigentes para cada período de apuração. Atualmente, o PLD é calculado semanalmente para os quatro submercados do sistema elétrico com base nos modelos computacionais DECOMP (curto prazo) e NEWAVE (longo prazo), considerando o estado atual dos reservatórios, previsão de chuvas, demanda de energia, preço de combustíveis das usinas térmicas, entrada de novos projetos e disponibilidade de transmissão e geração.

Gráfico com histórico de preços semanais em 2020

Fonte CCEE

De acordo com o histórico de preços semanais referente ao mês de março de 2020, observa-se que o PLD subiu no submercado Sudeste/Centro-Oeste e diminuiu nos demais. Já os submercados Norte e Nordeste chegaram ao limite inferior do PLD, significando que o CMO está no valor mínimo ou menor.

Comparativo PLD nos últimos três anos

No ano de 2018, o limite máximo do PLD para o Mercado Livre de Energia foi de R$505,18/MWh e mínimo de R$40,16/MWh. Em 2019, atingiu R$ 513,89 e R$ 42,35, respectivamente.

De acordo com a (ANEEL), em 2020 o valor mínimo indicado é de R$ 39,68 e o máximo de R$ 559,75. Portanto, uma alta no limite superior equivalente a 1,724% e uma queda no limite inferior de 6,28%, comparado ao ano passado. O gráfico abaixo traz um comparativo dos últimos três anos seguindo metodologia da CCEE.

Gráfico Preço de Liquidação das Diferenças - PLD

Consumidor livre x comercializadora: exemplos na prática

Imagine que um consumidor livre possui um contrato para fornecimento de 5 MWm de energia com uma comercializadora. Por conta da sazonalidade do seu processo produtivo, o consumo de energia foi de 5,5 MWm em determinado mês. Logo, ele teve um déficit de 0,5 MWm, ou seja, consumiu a mais do que tinha contratado.

Esse consumidor livre tem duas opções: efetuar uma contratação diretamente com o gerador ou comercializador de energia, referente ao valor no período excedido, ou deixar que este déficit seja valorado ao valor do PLD. Com isso, o consumidor terá um débito a pagar à CCEE pela parcela de energia consumida acima da energia contratada.

No entanto, o exemplo pode ser inverso. Se o consumidor livre consumir em determinado mês menos energia do que possui contratado, este, por sua vez, poderá vender o excedente diretamente a uma comercializadora de energia ou deixar que o saldo seja valorado ao PLD. Neste caso, ele terá um crédito a receber da CCEE pela parcela de energia não consumida.

No Mercado Livre de Energia é muito importante que o consumidor livre conheça o seu perfil de consumo para definir a estratégia de contratação de energia, possibilitando a compra de volumes de energia adequados ao perfil de consumo e à sazonalidade do seu processo produtivo, reduzindo, desta forma, o risco de exposição ao preço do mercado de curto prazo, PLD.

Traga sua empresa para o Mercado Livre de Energia!

Sua empresa também poderá optar pela contratação no Mercado Livre de Energia por meio de uma Comercializadora Varejista.

A comercialização varejista representa uma prática alternativa que a ENGIE coloca à disposição dos consumidores, oferecendo um modelo de contratação simplificado, onde o cliente se relaciona apenas com a ENGIE, dispensando acordos diretos com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Para mais informações, dados e fatos sobre o Mercado Livre de Energia, acesse os demais conteúdos do blog.

Gostou? Compartilhe!
Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on LinkedIn

Comentários

  1. Marcelo


    Qual o valor do PLD é considerado no caso de débito e crédito do contratante? É o valor do PLD da semana? Pergunto pois o contratante pode se beneficiar se tiver um crédito e o valor do PLD considerado para calcular o crédito for maior do que o PLD considerado no momento de contratação do fornecimento

    • Engie


      Oi Marcelo, as contratações no Mercado de Curto Prazo se baseiam no PLD Mensal, que é uma média ponderada pelo número de horas e patamar de carga dos valores semanais para cada submercado. Você pode acompanhar esses valores pelo link: https://bit.ly/pld-mensal

Escreva um comentário