ENGIE NEWS - Novembro - MLE

#19 ENGIE NEWS: aprovada consulta pública para aprimorar Regras de Comercialização de Energia em 2020

A ENGIE News do mês de novembro traz as notícias que foram destaques no Mercado Livre de Energia, uma delas é a aprovação da consulta pública para colher subsídios e informações sobre proposta de complementação das Regras de Comercialização de Energia Elétrica, versão 2020. Confira o boletim completo!

SUMÁRIO

Destaques do Mês

PLD (Preço no Mercado de Curto Prazo)

Energia Natural Afluente (ENA)

Energia Armazenada

Geração Mensal de Energia

Indicadores Econômicos

Destaques do Mês

  • Aprovada consulta pública para aprimorar Regras de Comercialização de 2020

Foi aprovada no dia 19 de novembro de 2019 a consulta pública para colher subsídios e informações sobre proposta de complementação das Regras de Comercialização de Energia Elétrica, versão 2020.

O objetivo da primeira parte da consulta, com duração até o dia 5 de dezembro de 2019, é receber contribuições para a elaboração de uma norma que aprimore as regras sobre operacionalização do DESSEM – Modelo de Despacho Hidrotérmico de Curto Prazo. Já na segunda parte, com duração de 5 de dezembro de 2019 a 3 de janeiro de 2020, os agentes poderão encaminhar manifestações relativas as contribuições recebidas na primeira parte.

Fica sob responsabilidade da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) encaminhar, durante a primeira parte da consulta pública, os novos módulos das Regras de Comercialização e o descritivo conceitual de acordo com nota técnica das áreas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

  • MME publicará portaria sobre redução dos limites do Ambiente de Contratação Livre

Será publicado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) uma portaria que dará sequência ao processo de abertura do acesso do mercado livre de energia à fonte convencional. A ideia é continuar o processo de redução progressiva do limite que separa consumidores especiais de livres, colocado em prática desde julho deste ano, quando se reduziu a demanda mínima de requisito para um consumidor ser considerado livre de 3 MW para 2,5 MW.

Este limite passará para 2 MW, recuando para 1,5 MW, seguindo posteriormente para 1 MW até alcançar o limite mínimo de demanda que um consumidor necessita para se tornar elegível ao ambiente de contratação livre, 500 kW.

Além da publicação da portaria que definirá o cronograma de abertura, foi informado pelo diretor geral da Aneel, André Pepitone, que o próximo passo será discutir como se dará esta abertura para além do limite de 500 kW, frisando a necessidade de debates que possibilitem promover estes avanços com robustez.

  • Reservatórios do Nordeste recuam chegando a 33,4% neste submercado

De acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) do dia 28 de novembro, os níveis de armazenamento no submercado Nordeste recuaram 0,3% e estão operando a 33,4% da sua capacidade. A energia armazenada é de 17.335 MW mês e a energia natural afluente (ENA) é de 1.512 MWm, representando 19% da média de longo termo (MLT) armazenável no mês até o dia. A usina de Sobradinho está com 26,77% da sua capacidade.

No submercado Sudeste/Centro-Oeste, os reservatórios mantiveram a marca de 18,9%. A energia armazenada é de 38.437 MW mês e a ENA é de 24.464 MWm, o equivalente a 58% da MLT. A usina de Furnas está com 13,56% de volume armazenado e a de Nova Ponte, com 18,64% da sua capacidade. Na região Norte, os níveis tiveram redução de 0,4% e ficaram em 21,8%. A energia armazenada é de 3.277 MW mês e a ENA é de 3.350 MWm, o mesmo que 61% da MLT. A usina de Tucuruí opera com volume de 27,06%.

Também foi constatado um recuo no submercado Sul, equivalente a 0,4% do seu volume, com o seu nível chegando a 36,6%. A energia armazenada é de 7.528 MW mês e a ENA 5.945 MWm, que é o mesmo que 85% da MLT. A hidrelétrica de Passo Real registra 84,74% da sua capacidade de armazenamento.

  • CCEE desenvolve videoaula para capacitação em temas do setor elétrico

Com o objetivo de capacitar os agentes do setor elétrico e a sociedade em geral, a CCEE promove uma série de cursos online, já disponibilizados no Portal de Aprendizado. A partir de novembro, a instituição começará a produzir videoaulas para alguns conteúdos, com o objetivo de dar mais dinamismo na explicação dos temas.

No formato videoaula, o usuário continuará visualizando o material didático desenvolvido pela CCEE e com o incremento da apresentação do conteúdo por profissionais especializados, que complementarão as informações. O tema do primeiro material no formato de videoaula foi a alteração no enquadramento dos consumidores livres, que explica a operacionalização da Portaria MME 514/18 e a redução dos requisitos mínimos para a classificação de consumidores como livres.

PLD (Preço no Mercado de Curto Prazo)

Da terceira para a quarta semana de novembro observou-se uma pequena elevação no PLD para todos os subsistemas do SIN.

Fonte: CCEE

O PLD valora a energia comercializada no mercado de curto prazo, sendo determinado semanalmente para cada patamar de carga e submercado, baseado no Custo Marginal da Operação (CMO), limitado aos valores máximos e mínimos definidos pela Aneel.

No gráfico abaixo são apresentadas as séries históricas do PLD e do CMO nos últimos 18 meses. De forma geral, observa-se que as duas séries históricas apresentam o mesmo perfil, exceto para os meses em que o CMO é mais elevado do que o PLD máximo, sendo a diferença convertida em encargos, como o ocorrido nos meses de julho a setembro de 2018. Em novembro, as duas séries seguiram a tendência de alta observada a partir de junho deste ano, fechando o mês com valores de CMO de R$ 314,8 /MWh e PLD de R$ 317,33 /MWh para todos os submercados.

Fonte: CCEE e ONS

Energia Natural Afluente (ENA)

O custo da operação do sistema brasileiro leva em conta as previsões de vazão mensal ou Energia Natural Afluente (ENA), revisada semanalmente pelo ONS.

A previsão de ENA realizada no mês de novembro se mantém com comportamento similar a previsão realizada no mês anterior, apresentando maior desvio nos meses de abril de 2020, o qual mostra-se mais elevado, e de julho de 2020 a setembro de 2020, que por sua vez apresenta expectativa inferior.

Fonte: CCEE

Energia Armazenada

Em relação à energia armazenada do SIN, no gráfico abaixo são apresentados os níveis de armazenamento dos anos de 2018 e 2019 e a previsão de armazenamento da CCEE. Além disso, são apresentados níveis mínimos e máximos de armazenamento e a média histórica do período de 2000 a 2018.

A previsão da CCEE para a energia armazenada no ano de 2019, representada pela linha vermelha, mostra-se abaixo dos valores concretizados no ano anterior (linha azul). Atualmente, os níveis de armazenamento estão em 27,9% de acordo com os dados disponibilizados pelo ONS.

Fonte: InfoPLD da CCEE

Geração Mensal de Energia

As principais fontes de energia no Brasil são hidrelétricas, seguida pelas termelétricas e eólicas. No gráfico abaixo estão apresentados os volumes de energia gerados em outubro de 2019 em comparação com o mesmo período do ano passado.

Observa-se que a geração hidráulica apresentou queda de 6,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, já a geração térmica teve um crescimento de 17,5%. As fontes Eólica e Fotovoltaica apresentaram elevação de 29,6% e 75,3% respectivamente.

Fonte: Infomercado CCEE

Indicadores Econômicos

Nos gráficos abaixo observam-se as expectativas dos indicadores econômicos IPCA, IGP-M, Crescimento do PIB e Produção Industrial para o final de 2019 e 2020, de acordo com os dados divulgados pelo Banco Central.

Para 2019, a expectativa da mediana do IPCA passou de 3,26% para 3,46% entre a última semana de outubro e a última semana de novembro. Para o final do ano de 2020, a expectativa caiu de 3,66% para 3,60%.

Após um período de elevação, a expectativa da mediana do IGP-M apresentou queda, chegando a 5,09%, porém a partir de outubro voltou a crescer, chegando no mês de novembro em 5,41% para o ano de 2019. Para 2020, a expectativa é de 4,11%.

A expectativa de crescimento do PIB em 2019 se mantém em elevação, fechando em 0,99% no mês de novembro. Já para 2020, a mediana esperada é de 2,00%.

A expectativa de Produção Industrial para final de 2019 continua em queda, passando de -0,65% para -0,70% entre a última semana de outubro e a última semana de novembro. Para 2020, a expectativa é de 2,30%.

 Fonte: Boletim Focus do Banco Central do Brasil


As análises aqui apresentadas têm a finalidade única de informação e não devem ser tomadas como uma recomendação, oferta, aconselhamento ou solicitação de compra ou venda de energia. A ENGIE não se responsabiliza pela utilização destas informações, nem tampouco pela sua exatidão, precisão ou completude. A decisão de compra ou venda de energia é de sua exclusiva responsabilidade e não deverá se basear no conteúdo deste Boletim InfoEnergia.

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